Tristão e Isolda

Tristão e Isolda é uma história lendária sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas diferentes versões ao longo dos séculos. O mito de Tristão e Isolda tem provável origem em lendas que circulavam entre os povos celtas do norte da Europa, ganhando uma forma mais ou menos definitiva a partir de obras literárias escritas por autores normandos no século XII. No século seguinte a história foi incorporada ao Ciclo Arturiano, com Tristão transformando-se em um cavaleiro da távola redonda da corte do Rei Artur. A história de Tristão e Isolda provavelmente influenciou outra grande história de amor trágico medieval, a que envolve Lancelot e a Rainha Ginevra. A partir do século XIX até os dias de hoje o mito voltou a ganhar importância na arte ocidental, influenciando desde a literatura até a ópera, o teatro e o cinema.

O romance Tristão e Isolda, na versão de Joseph Bédier, é um relato mítico do amor impossível. Na sua contextualização, a obra retrata o tema da triangulação amorosa existente entre o rei Marcos, seu sobrinho Tristão e a princesa Isolda. Já se vê nas primeiras linhas do episódio medieval que o final da história de amor seria trágico, que terminaria em desgraça. E é exatamente o que acontece, a solução existencial para  o problema dos jovens amantes Tristão e Isolda é a morte – tema tão amplamente valorizado em toda literatura romântica. Pode-se dizer que todas as centenas, senão milhares de obras literárias da Modernidade que tratam da questão do mito do amor impossível têm como paradigma este episódio poético da Idade Média europeia.

A história é simples: o rei Marcos precisa se casar e seu sobrinho, Tristão se encarrega da tarefa de buscar a noiva para o seu casamento. De volta de terras distantes com a jovem que seria desposada pelo rei, em uma embarcação, Tristão e Isolda, a futura esposa de seu tio, tomam uma bebida mágica preparada pela mãe de Isolda, uma espécie de feiticeira à moda medieval, e a partir deste momento seus olhos se fecham para a realidade e eles se enamoram fervorosamente. Na tessitura da obra, percebe-se que o autor encontra “mil e uma maneiras” de fazer com que o casal transgressor esteja sempre junto, através de subterfúgios os mais variados possíveis e imagináveis. Trata-se de um romance do amor cortês, pois há vários obstáculos e provações durante a história e mesmo em situações em que podem ficar juntos os enamorados mantém sua dignidade e honra para com a família e a sociedade, como por exemplo numa noite em que Tristão e Isolda dormem juntos e sozinhos numa floresta e Tristão coloca entre eles uma espada, que é um símbolo de honra, significando que ele não tocou a moça.

O principal tema do romance, fruto da triangulação amorosa, é a problemática da morte; se em vida as coisas não podem dar certo por causa da proibição, então a saída, é a concretização deste amor após a morte. Mortos, os personagens Tristão e Isolda são sepultados juntos e, diz a lenda, que uma árvore que separava os dois sepulcros os entrelaçava, numa clara indicação metafórica de que o amor ente eles havia se realizado.

Fonte:

Tristão e Isolda – O Amor Cortês

http://www.galeon.com/projetochronos/chronosmedieval/tristao/tri_menu.htm

Bibliografia:

BOCCALATO, Marisa Mikahil.  A invenção do erotismo: Tristão e Isolda e as trovas corteses –São Paulo; EDUC: Experimento, 1996.

GUIMARÃES, Telma Castro Andrade; OLIVEIRA, Jô. Tristão e Isolda Reencontro Literatura – Editora Scipione, 2005.

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